Otolon

Otolon já foi um grande guerreiro, com um bom coração e lealdade ao rei em que servia. Defendeu seus colegas e território de saqueadores e inimigos regionais.

Após muitos anos de servidão, Otolon perdia constantemente suas habilidades e força para a idade avançada que adquiria. Com a entrada de jovens guerreiros servidores, Otolon passou a ser motivo de chacota e desprezo.

Visando sair dessa situação, Otolon pede ao rei que lhe conceda a honra de treinar novos soldados, como um general. Negado seu pedido, Otolon foi jogado às ruas pelo rei que tanto defendeu, sem direção, não possuía outra profissão senão o combate.

Perdido e sem recursos, se tornou um pedinte, à sarjeta da sociedade, se viu diante de seres desumanos e ingratos. Muitos deles poderiam estar mortos se não fosse seus atos passados.

Com indignação e raiva, Otolon e atraído e visado pelo lorde das trevas, que o chama para a escuridão.

Após dias sem se alimentar, no escuro e sem proximidade humana, Otolon cria vínculo com o mau, adere uma carcaça concedida, de puro carvão, que queima incessantemente.

Otolon deixa a escuridão, queimando, agoniza nas ruas e com raiva extrema, comete seu primeiro assassinato. Sua dor some, agora quem agoniza, é a alma aprisionada do pobre homem.

Quinze segundos depois, Otolon recebe sua feroz carga de dor novamente, e percebe, precisa matar mais alguém para transferi-lá.
Assim o faz.

Ele agora vive em função de novos instantes de satisfação, mortes inesgotáveis para sacia-lo, mas Otolon sabe que uma morte traria seu alivio eterno, a morte de seu ingrato rei.

 

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